A OAB Niterói, presidida por Pedro Gomes, promoveu na última terça-feira, dia 10, um simpósio com o tema “Desmistificando a verdade sobre a escravidão negra em Niterói.
Realizado no auditório da entidade, o evento foi coordenado pela Comissão da Verdade da Escravidão Negra do Brasil, presidida por Luiz Henrique de Oliveira. O cerimonial esteve a cargo de Nicaelle de Almeida, colaboradora da Comissão.
Pedro Gomes fez a abertura e Luiz Henrique a mediação, tendo na mesa de abertura as seguintes participações, pela OAB/RJ: Mônica Alexandre Santos, secretária-adjunta; José Agripino da Silva Oliveira, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Jurídica; Thais Fontes, presidente da Comissão de Mentoria; Humberto Adami, presidente da Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, além de Antônio Torres, desembargador aposentado, membro do Instituto dos Magistrados do Brasil; Edmée Cardoso, diretora-secretária de Diversidade e Representação Racial do OAB, e Clarice Binda, defensora pública do Maranhão.
“Saúdo a mesa na presença de Luiz Henrique, que vem fazendo um excelente trabalho à frente da Comissão da Verdade da Escravidão Negra do Brasil, e a todos que participam deste grande evento. Temos que dar voz a quem trabalha em prol da advocacia”, disse Pedro Gomes, citando ainda a atuação de Mônica Alexandre como advogada militante e secretária-adjunta da OAB/RJ, reconhecida não somente do Estado, mas no Brasil.
Luiz Henrique sentenciou:
“Após 30 anos de celebração do fim apartheid no último ano da Década Internacional de Afrodescendentes, pela ONU (2015-2024), a Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, orgulhosamente, trouxe a público relevantes estudos do Brasil e especificamente da cidade de Niterói sobre a escravidão negra, onde passaram e faleceram inúmeros escravizados nas praias de Rio Branco, Itaipu, Prainha de Piratininga, Imbuhy e Itacoatiara. Abordamos o apagamento da diáspora africana, que reflete no racismo cotidiano, estrutural e religioso que vivenciamos hoje”, e exaltou:
“Sabemos que há muito a estudar, refletir e agir. Estamos felizes com o trabalho produzido até aqui, e vamos continuar cumprindo nosso dever institucional com a advocacia e a sociedade civil.”
O evento teve três painéis. “Escravidão e Reparação no Brasil”, na abertura, com os seguintes expositores: desembargador Antônio Torres; José Agripino, Suely Ferreira, presidente da Comissão de Igualdade Racial da Barra da Tijuca, e a defensora pública Clarice Binda.
No segundo painel, sobre “História e escravidão em Niterói, falaram Henrique Barahona, membro da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil OAB Niterói; Elisabeth Baraúna, presidente da Comissão da Verdade da Escravidão Negra da OAB Barra da Tijuca; Humberto Adami, presidente da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil do IAB/RJ, e Matilde Conti, conselheira e procuradora da OAB Niterói.
Encerrando, o terceiro painel enfocou “Apagamento da diáspora africana no Brasil”, com Alberto Coutinho, membro da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil da OAB Niterói; Thais Fontes; Mônica Alexandre e Denis Ribeiro, conselheiro e presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da OAB Niterói. Presente ainda Paulo de Souza Junior, subsecretário municipal de Direitos Humanos.
O IMB, parceiro institucional da OAB/RJ, foi um dos apoiadores do evento, junto à própria OAB/RJ, ao IAB e à Comissão de Direitos Humanos e Assistência Jurídica da OAB/RJ. Ao final foi servido um coquetel no Salão Nobre.
Fotos: liliandacosta_
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